sábado, 30 de outubro de 2010

POSTAGENS REFERENTES A AULA 02

PERSONALIDADE

Personalidade refere-se aquelas características que faz uma pessoa especial e única. Uma das melhores formas de entender personalidade é através de sua estrutura. O nível mais básico de nossa personalidade é chamado de núcleo psicológico, o núcleo psicológico representa o pedaço central de sua personalidade, é o seu “eu real”, não quem você quer que outros pensem que você é.
É através das Respostas típicas que nós aprendemos a nos ajustar ao meio ambiente ou como nós usualmente respondemos ao mundo em nossa volta, se você responde consistentemente as situações sociais com um comportamento quieto e envergonhado, você é provavelmente introvertido e não extrovertido.
Existe também o comportamento relacionado ao papel. Este comportamento é o aspecto mais mutável da personalidade: seu comportamento se modifica à medida que suas percepções do ambiente mudam. Situações diferentes requerem se comportar com papéis diferentes. Você pode, no mesmo dia, fazer o papel de aluno na universidade, empregado em uma fábrica e pai em casa.

GERENCIAMENTO DE IMPRESSÃO E PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE
EM ENTREVISTA DE SELEÇÃO
Maria Luisa Carvalho
Carmem Ligia Iochins Grisci

Nestes artigos as autoras procuram mostrar como os candidatos têm se preparado para conquistar vagas de emprego utilizando-se de gerenciamento de impressão, para revelar não sua verdade personalidade, mas sim o perfil de candidato que as empresas requerem.
Este acesso aos perfis desejados pelas empresas pode ser encontrado em websites, livros, revistas, jornais e outras fontes. Porém, todo esse gerenciamento de impressão que os candidatos estão fazendo os tornam padronizados e todos iguais, deixando de aproveitar as verdadeiras características que os candidatos possuem.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

POSTAGENS REFERENTES A AULA 01

A MODA QUE NÃO É MAIS MODA

Maria Ester de Freitas


No artigo escrito por Maria Ester de Freitas, ela enfatiza as necessidades que as organizações têm de querer que seus funcionários vejam a empresa como uma extensão de suas famílias, suas casas, com o único propósito de melhorar o rendimento dos funcionários em beneficio da organização, esquecendo que seus funcionários têm o direito de ter seu tempo de laser com a família longe da empresa e ter a empresa como uma fonte de rendimentos aos quais com certeza ele irá desempenhar suas funções com dedicação e presteza, mas vendo a empresa como seu ambiente de trabalho e não como uma extensão de sua família.



CONTEXTO SOCIAL E IMAGINÁRIO ORGANIZACIONAL MODERNO

Maria Ester de Freitas


Este artigo tenta mostrar que as organizações, tentando fazer com que seus funcionários sejam sempre competitivos, que busquem a iniciativa por melhorias, porém sem perder o controle sobre seus funcionários, mantendo-os num ambiente onde eles consigam ir onde a organização deseja e não onde eles almejam chegar e isso acaba frustrando seus funcionários pois eles devem estar sempre tentando chegar a um topo que não existe e a cada reestruturação da organização, todo o seu esforço é esquecido, podendo até ser demitido, sendo que o melhor para as pessoas e para as organizações que elas mantenham contatos múltiplos e diversos, que vejam, pensem, sintam, discutam com outros que não aqueles presentes no seu dia-a-dia de trabalho.


IDENTIDADE E TRABALHO – UMA ARTICULAÇAO INDISPENSÁVEL

Maria da Graça Correa Jacques

Neste artigo a autora tenta mostrar que há muito tempo o ser humano está acostumado a se posicionar na sociedade, usando como excelência a sua profissão, a sua identidade profissional é usada como um marco de grandeza para os mais conceituados profissionalmente, mas isso não quer dizer que seu trabalho é melhor que o trabalho daquele que não teve a oportunidade de estudar em grandes escolas, pois este também tem sua profissão e também realiza um ótimo trabalho, e é esta ênfase que o próprio ser humano faz questão de dar a suas habilidades profissionais e que as grandes organizações estão se apegando para torná-los reféns do seu próprio trabalho.



DILEMAS DO TRABALHO NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO

Vera Lucia Navarro
Valquíria Padilha


Neste artigo as autoras tentam mostrar que a flexibilização trazida pela reestruturação produtiva, a qual exige trabalhadores ágeis, abertos a mudanças a curto prazo, que assumam riscos continuamente e que dependam cada vez menos de leis e procedimentos formais, não causa apenas sobrecarga de trabalho para os que sobreviveram ao enxugamento dos cargos, mas acarreta grande impacto para a vida pessoal e familiar de todos os trabalhadores; sejam eles empregados ou desempregados.
Os direitos sociais duramente conquistados pelos trabalhadores estão sendo substituídos ou subtraídos nos quatro cantos do mundo. O desemprego força as pessoas, desesperadas pela falta de dinheiro e de reconhecimento social, a enfrentarem filas aviltantes para tentar uma vaga no mercado do emprego formal, mesmo que este seja alienado e estranhado. Tragicamente, até mesmo o trabalho que pode comprometer a saúde física e psíquica passa a ser objeto de desejo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

QUAL É O PAPEL DO PSICÓLOGO NAS ORGANIZAÇÕES?


Vamos começar "relembrando" o significado da palavra psicólogo (dicionário do Houaiss): - "especialista em psicologia; indivíduo formado em psicologia e que a aplica no seu trabalho – Psicologia: - ciência que trata dos estados e processos mentais; estudo do comportamento humano ou animal; - capacidade inata ou aprendida para lidar com outras pessoas levando em conta suas características psicológicas...."

Para complementar o raciocínio, vai conceituar organização (Dicionário do Houaiss): - "entidade que serve à realização de ações de interesse social, político, administrativo, etc.; - instituição, órgão, organismo, sociedade; - grupo de pessoas que se unem para um objetivo, interesse ou trabalho comum: ...

Como a maioria das organizações é EMPRESAS, vou utilizar o conceito do consultor Marco Aurélio Vianna que para mim é o que melhor expressa a minha concepção pessoal ;‘EMPRESA- "É integração de seres humanos que se juntam num empreendimento para agregar valor ao universo e à humanidade, com o objetivo de encantar os clientes desenvolver colaboradores e parceiros, atuar positivamente na comunidade e,evidentemente , remunerar seus acionistas com elevadas taxas de rentabilidade sobre o patrimônio" .

A importância de entendermos bem os 3 conceitos, é porque estamos saindo de uma era onde se acreditava que esses 3 conceitos não poderiam estar correlacionados, pois o psicólogo tradicionalmente, nos cursos, foi preparado para "trabalhar com os indivíduos ou pequenos grupos em consultórios, clinicas e hospitais psiquiátricos." – O psicólogo era visto como aquele que vai cuidar das pessoas e não vai ver o lado dos negócios, vai cuidar das emoções e esquecer os resultados... numa era onde os afetos foram destituídos das relações de trabalho, e conseqüentemente das organizações.

Há aproximadamente 20 anos, os psicólogos que já atuavam em empresas eram vistos como se fossem os "prostitutos da psicologia", como se só pudessem estar nesta área porque eram melhor remunerados, o mercado era mais promissor, enfim, por interesses meramente financeiros. Na época, as recentes teorias de administração levavam à valorização da contratação das pessoas certas para os lugares certos, abrindo então o primeiro espaço para os psicólogos dentro das organizações. Ainda existem pessoas, mesmo profissionais da área, que ainda acreditam que o espaço do psicólogo nas empresas continua sendo o de selecionador de pessoas, ou no máximo, aquela pessoas que ouve os problemas do funcionário, já que os chefes não têm tempo e não sabem como lidar com certas situações...

No entanto, os tempos já mudaram e o terceiro milênio aponta para muitas perspectivas de atuação, pois todos os gurus da gestão de empresas, reconhecem que a gestão de pessoas é o principal desafio para o sucesso das organizações, e para gerir gente, é preciso ter em suas equipes, pessoas preparadas para lidar com os aspectos emocionais e mentais do SER HUMANO - os psicólogos.

Como promover integração, se não entendermos o que isto significa e como as pessoas funcionam, para poderem se integrar ?
Como desenvolver pessoas se não entendermos como funciona o desenvolvimento humano em todas as suas dimensões: física, mental, emocional, social, psicossexual, espiritual?
Como gerar retorno de investimento, bons resultados, se não tivermos pessoas trabalhando felizes e que encontrem na sua atividade profissional a fonte de sua auto-realização ?
Como gerar resultados sem motivação ? Como motivar sem satisfazer as necessidades humanas? Enfim, ...
Todos estes questionamentos nos levam a crer, que ter "um profissional de psicologia" hoje nas organizações, é imprescindível. Mas para isto é preciso que ele perceba, que mesmo utilizando o referencial teórico que ele aprendeu no curso de psicologia, ele precisará conhecer também como funcionam as organizações, os negócios, a empresa. É preciso perceber que, para trabalhar a relação do homem com seu próprio trabalho, com as pessoas, com a empresa, ele precisará adequar suas ferramentas...
São muitos os papéis que devemos assumir, mas penso que todos podem ser resumidos em um: FACILITADOR.

O facilitador:

Da gestão das mudanças, pelas quais a organização tem e terá sempre de passar, do relacionamento interpessoal, buscando mediar os conflitos e levar as pessoas a perceberem que podem encontrar soluções condensadas de ganha-ganha.
Do desenvolvimento pessoal e profissional, identificando, estimulando, direcionando, criando possibilidades para que as pessoas percebam, em que aspectos podem melhorar...
Da integração, ajudando e preparando as lideranças para saberem lidar com as PESSOAS, pois cada líder, deve ser um GESTOR DE RECURSOS HUMANOS, pois ele tem de estar próximo de sua equipe, formando times, desenvolvendo as pessoas, potencializando os talentos.
Da satisfação pessoal, procurando através de pesquisas de clima e intervenções compatíveis, contribuir para que a organização seja um ambiente propicio a satisfação das necessidades individuais, procurando colocar as pessoas em atividades que correspondam ao seu perfil e às suas expectativas.
Do ajustamento/integração do indivíduo a cultura organizacional, temos, sem dúvida, muitas oportunidades de atuação, muitas atividades por desenvolver, no sentido de facilitar o desenvolvimento pleno das potencialidades do SERES HUMANOS, que fazem parte de uma organização.
É preciso colocar todo nosso conhecimento, habilidades, e atitudes de "cientistas do comportamento humano" a serviço das pessoas, contribuindo desta forma para empresas mais humanas, onde o lucro seja uma conseqüência natural do trabalho bem feito, porque é feito por pessoas felizes !

Consultora - DENIZE ATAYDE DUTRA, CONSULTORA DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO